Para quem já assistiu o filme Requiem For a Dream, certamente a analogia está bem explícita, mas talvez não os significado com que vejo em tal nome... Então como apresentação, contarei para quem por acaso venha ler este blog o meu parecer sobre o filme.
Já baixei o Requiem com uma ansiedade incontrolável por já ter ouvido comentários de muitos amigos - dos quais aprecio o gosto cinematográfico. Feriadão de carnaval, namorado na cidade e aquele profundo sentimento de "amo o feriado, odeio o carnaval", então fomos tem nossa maratona cinéfila.
Durante o filme, senti minha ansiedade definhando, mas não soube explicar o porque... A forma de mostrar as cenas tinha um quê de cult que me agradou, a trama secundária que mostra o drama da mãe do personagem principal foi exposta de forma impressionante e inovadora, a trilha adicionava um clima sinestésico que me chamou a atenção... Mas faltava algo.
Até que no fim todo o filme teve sentido, encontrei o que faltava, o fim me deixou bem satisfeita (mas ainda quando me perguntam falo que não gostei muito do filme por falta de vontade de explicar os caminhos mentais que percorri para que ele me agradasse após seu fechamento). Cuidado, aqui você pode ter um spoiller.
Nesse fim me senti como se todas as ânsias terrestres estivessem sendo ceifadas, uma mistura de ilusão e realidade, uma frustração... Um delírio mental idealizado como fim último, que poderia se realizar caso a fragilidade humana não tivesse mais força que a determinação interior.
Então hoje, pensando em algumas situações recentes quis criar este espaço pra que eu pudesse soltar e tentar entender meus pensamentos, entender esses Requiens que vemos dia a dia mas não vemos a causa deles existirem... Sonhos mortos, ideologias mal fundamentadas, desejos impulsionados por um coletivo consumista, informações mal vinculadas que alienam cada dia todos nós.
Para entenderem melhor meus motivos, eu teria que contar boa parte do meu contexto... o que seria bem demorado – pelo menos na minha cabeça parece uma longa história – Então contarei apenas o básico.
Sou uma estudante de Serviço Social, em uma faculdade estadual paulista. No primeiro momento tal fato pode parecer irrelevante, mas a existência disso mudou minha cabeça de forma extrema. Primeiro por seus problemas burocráticos e internos ( a faculdade pública é bem diferente daquele mar de rosas que seus professores de ensino médio pintam)
Ponto dois: a falta de coerência existente em alguns setores da minha vida externa à faculdade, ideologias utópicas, análises errôneas, comportamentos duais.
Esses pontos, junto com filmes, livros e conversas com amigos e namorado criaram uma confusão mental em mim, uma inquietação que me impulsiona a ao menos entender os motivos dos fatos que me revoltam... Talvez seja apenas uma fase em que nada parece correto, ou uma revolta sem causa, sei apenas que no último ano esse sentimento de insatisfação tem se tornado insuportável e como só pensar não está mudando nada, talvez se eu escrevesse e continuasse no meu cotidiano tentando mudar algumas cabeças o meu ponto de vista alcance mais pessoas.
Caso esse primeiro post esteja difuso demais, com o passar do tempo as coisas podem se esclarecer – ou não -.
Até a próxima.