Aviso: Este post vai mostrar reflexos da minha criação, do meu cotidiano no trabalho e das coisas com que concordo em matérias da faculdade e um toque e teorias sociais que acho no mínimo interessantes. Se você não compartilha desta opinião, o mundo é -livre-, faça o seu blog e fale sobre o que você acha certo em vez de me criticar. Ou se você tem menos animo, veja só o que já está prontinho no Youtube ;) Enjoy.
Mais um dia no trabalho que acordo com aquele sono e venho esperando que o dia se mostre mais produtivo que espero, eis que já aparecem surpresas logo de manhã. Diariamente me mostram problemas sociais, mas nada tem o poder de me deixar mais irritada que mals tratos às crianças.
No primeiro momento aquele ódio possui todos os meus pensamentos e me da vontade de me transformas naqueles justiceiros extremistas que punem com a morte os malvados da história, mas o maldito Serviço Social entra aos poucos e organiza a baderna com todo aquele pensamento ético e dialético que impregna as aulas. Como ainda não tenho um equilibrio entre estes modos antagonicos de pensar, tentarei desenvolver ambos aqui.
Primeiramente, no moment de fúria me vem todas aquelas ideias Mathusianas malignas de limpeza social, morte generalizada, pois porra! Pra que ter um filho se você não tem condições psicológicas mínimas para criar uma criança? Será que essas pessoas são tão ignorantes ao ponto de destruir o emocional de um ser em desenvolvimento por simplesmente não ter controle de suas ações - sejam eles vícios, estresse com outras coisa.. - É incoerente pensar que uma mãe ou um pai podem ser capazes de serem ruins com uma parte deles, algo que supostamente é para a vida toda (nesses casos eu não duvido nada que uma criança possa morrer).
Falta extremas de condições hoje em dia também são frugalmente resolvida com as bolsas governamentais oferecidas com a única condição de manter os filhos matriculados e frequentando a escola e que por mais que seja uma quantia ínfima, tira as pessoas da miséria. Falta de dinheiro não é a questão.
Problemas familiares e de saúde - no caso, descontrole mental - tem subsídio municipal que atendem e medicam pessoas que têm necessidades tais necessidades comprovadas.
Logo, resta- nos apenas as duas ultimas teorias que me vêm a cabeça: falta de informação e formação sócio histórica brasileira, que conseguem ser fatos isolados e conjuntos ao mesmo tempo. O segundo nasce desde nossa época colona, onde castigos físicos cruéis eram a 'melhor' forma de educação e exemplo. - Gilberto Freyre aqui gente -; a primeira tende da segunda, pois graças as nossas raízes, a busca por informações é algo quase que inexistente. A cidadania ainda é coisa rara entre nós - Agora vê-se Caio Prado -
Nossa única, e também falha, esperança se deposita no Conselho Tutelar, que com seus processos atolados não são capazes de analisar todas as ocorrências existentes em uma cidade, e quando acontece a analise, na maioria das vezes esta é feita de forma incoerente e negligente.
Assim termino mais um relato revoltoso, em uma micro esfera municipal que nos dá uma amostra do estado de calamidade que se encontram essas crianças renunciadas pelos pais, estes que são vistos como o futuro do pais e que para que exerçam toda sua potencialidade, primeiramente terão que transpassar por todos os traumas atuais.
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